Anais de Trabalhos Científicos 7º CBHV

Papilomatose Canina tratada com medicamento Homeopático – Relato de casos

AUTORES

Patrícia Martins de Rezende Leite (Real H)

Claudio Martins Real (Real H)

Carlos Eduardo Wagner (Clinica Veterinária Dr. Pet)

Aline Gisele, Dirson Arenare (Clinica Veterinária Petz)

Vivian Volpi Estevam (Real H)


RESUMO INTRODUÇÃO

A Papilomatose canina é uma enfermidade infectocontagiosa, causada pelo vírus do gênero Papilomavírus, da família Papovaviridae. É caracterizada pela formação de papilomas orais, cutâneos ou oculares, geralmente benignos (1). Os papilomas tem coloração rósea ou branca e aspecto de couve-flor, as lesões podem ser isoladas ou múltiplas (2).
Não há predileção por sexo, raça e sazonalidade. Ocorre com maior frequência em animais jovens e/ou imunossuprimidos. A transmissão é por contato direto ou indireto com secreções ou sangue provenientes dos papilomas (1).
A papilomatose canina é auto limitante. Os papilomas com frequência regridem espontaneamente dentre um e cinco meses após o seu aparecimento, mas em alguns casos podem permanecer e se tornarem crônicos (3).
Segundo Tizard, 2000, citado por Megid, 2001 o tratamento é realizado quando se observa comprometimento do estado geral do animal, pela dificuldade de alimentação, por obstrução faringiana e/ou quando as recidivas são frequentes. Os tratamentos convencionais incluem: ressecção cirúrgica e o uso de drogas antivirais, auto vacinas e/ou imunomoduladoras.
Os medicamentos Imunomoduladores atuam no sistema imunológico, promovendo o aumento da resposta orgânica contra microrganismos, vírus, bactérias e protozoários (3).
Em trabalho realizado na FMVZ-UNESP/Botucatu-SP, 16 animais foram tratados com Imunoparvum®, imunomodulador alopático, e a regressão dos papilomas nos animais jovens ocorreu em cinco semanas e nos adultos em torno de oito semanas (3).
O uso de medicamentos homeopáticos é uma alternativa no tratamento da Papilomatose canina, pois com essa terapêutica é possível estimular as defesas inespecíficas do organismo e assim promover a eliminação do agente agressor e o desaparecimento das lesões.
Este trabalho tem como objetivo apresentar dois casos de papilomatose canina tratados com complexo homeopático HP Strong®, que apresentaram regressão total dos papilomas entre uma e quatro semanas de tratamento.


MATERIAL / MÉTODO

Caso 1: Clinica Veterinária Dr. Pet, em Dourados/MS. Dr. Carlos Eduardo Wagner, em 21/06/12 foi atendido um canino, macho, sem raça definida, três anos, cuja queixa principal era falta de apetite e sangramento na boca. Ao exame clínico constatou-se a presença de papilomas nos lábios, gengiva e língua (Figura 1 e 2), temperatura 38.9ºC e mucosas normocoradas. Foi recomendado o tratamento com o Homeopet Strong na dose de 3 borrifadas a cada 12 horas, por 30 dias.
Caso 2: Petz unidade Limão, em São Paulo. Dra. Aline Gisele Dirson Arenare, em 19/05/2015 atendeu um canino, macho, Golden Retriever, 5 meses, apresentando papilomas nos lábios e gengiva. Foi instituído tratamento alopático durante 20 dias. Como neste prazo não ocorreu melhora significativa (figura 7 e 8), a veterinária resolveu receitar o Homeopet Strong, na dose de 3 borrifadas a cada 12 horas durante 20 dias.


RESULTADO

Caso 1: Após 11 dias de tratamento foi possível observar a regressão das lesões (Figura 3 e 4). Em no retorno aos 33 dias de tratamento constatou-se remissão total dos papilomas (4 e 6).
Caso 2: Em apenas sete dias de tratamento homeopático, houve regressão total dos papilomas (figuras 9 e 10).
A regressão tumoral observada nestes dois casos foi decorrente com toda a probabilidade da ação imunomoduladora inespecífica promovida pelo complexo Homeopático.
O medicamento foi capaz de promover a cura dos animais em tempo muito inferior ao que é esperado quando os papilomas não são tratados.
No caso 2, em especial, a ação da Homeopatia se revelou marcante e rápida, pois com apenas sete dias de uso do Homeopet Strong ocorreu a cura com a regressão total dos papilomas enquanto que o tratamento alopático anteriormente realizado durante 20 dias não surtiu efeito

ANEXOS


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

(1) Marta Catarina Fernandes, Márcio Garcia Ribeiro, Fabiana Pólis Fedato, Antonio Carlos Paes, Jane Megid. Papilomatose oral em cães: revisão da literatura e estudo de doze casos. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 30, n. 1, p. 215-224, jan./mar. 2009. Acesso em 15/09/2015. Disponível em http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/view/2678/2328
(2) NELSON, R. W., COUTO, C.G. Medicina Interna de Pequenos Animais. 3º ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
(3) Megid J., Dias Junior J.G., Aguiar D.M., Nardi Júnior G., Silva W.B., Ribeiro M.G.. Tratamento da papilomatose canina com Propionibacterium acnes. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP - Botucatu, SP. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.2001 no.5 Belo Horizonte Oct. 2001 – Acesso em 15/09/2015. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352001000500011

Palavras-chave: Imunidade, Homeopatia, Strong, Papilomavirus